USD: Crescimento mais forte, inflação mais alta e algo sobre o Fed – Commerzbank

Uma segunda leitura do crescimento dos EUA no segundo trimestre ficou 0,2 ponto percentual acima do esperado. As vendas finais reais a compradores domésticos privados — que somam consumo e investimentos fixos — foram revisadas para cima em 0,7 ponto, apontando para uma trajetória de expansão mais robusta.

Mercados acompanham a turbulência do Fed com surpresa e tranquilidade

Os números do trimestre anterior ainda pesam, mas a ausência de sinais de uma queda acentuada reforça o otimismo em relação ao dólar americano. Um alto representante do Federal Reserve comentou que cortar juros em 50 pontos-base em setembro não é obrigatório, embora mantenha a opção em aberto, dependendo dos próximos dados do mercado de trabalho.

As leituras de inflação também devem influenciar a decisão de política monetária. Espera-se que o índice de preços do consumo pessoal (deflator PCE) núcleo registre variação mensal de cerca de 0,3%, alinhado com o consenso e possivelmente insuficiente para justificar cortes maiores de imediato. Nesse cenário, o espaço para queda adicional do dólar pode permanecer limitado, com o foco dos mercados na turbulência em torno da demissão da governadora do Fed, Lisa Cook, ainda que a reação permaneça contida.