USD/CAD ultrapassa 1,3800 em meio a petróleo mais fraco e dados de emprego dos EUA em foco

  • USD/CAD sobe com o CAD atrelado às commodities pressionado pela queda do petróleo.
  • A OPEP+ analisa potenciais aumentos de produção na próxima reunião de política econômica.
  • Neel Kashkari alertou que tarifas elevam o custo de bens de consumo, alimentando pressões inflacionárias.

O par USD/CAD segue em alta pela quarta sessão consecutiva, operando próximo de 1,3810 durante as negociações da sessão asiática desta quinta-feira. A valorização ocorre enquanto o CAD, dependente do petróleo, pode enfrentar dificuldades diante de preços de crude mais fracos.

Circulam informações de que a OPEP+ pode considerar novos aumentos de produção na reunião de política neste fim de semana. O grupo busca recuperar participação de mercado, potencialmente iniciando o desmanche de cortes de produção de 1,65 milhão de barris por dia, o que equivaleria a cerca de 1,6% da demanda global.

Além disso, o par USD/CAD avança conforme o dólar dos EUA avança em expectativa de novos dados de emprego que podem moldar o panorama da política monetária. A expectativa para o ADP Employment Change indica contratação mais fraca, com as solicitações de seguro-desemprego devendo subir modestamente.

Os traders devem permanecer atentos aos dados de sexta-feira, que podem influenciar a decisão do Federal Reserve (Fed) em setembro. Economistas projetam que o Nonfarm Payrolls de agosto acrescente cerca de 75 mil empregos, com a taxa de desemprego estimada em 4,3%.

O dólar enfrentou pressão após dados de vagas menos fortes no relatório JOLTS de julho, aumentando as chances de um corte de juros pelo Fed em setembro. As vagas caíram para 7,18 milhões, o menor nível desde setembro de 2024, ficando aquém das expectativas de 7,4 milhões. A ferramenta CME FedWatch aponta probabilidade de mais de 97% de um corte de 25 bps, frente a 92% no dia anterior.

A Statistics Canada deverá divulgar, na sexta-feira, dados do mercado de trabalho com expectativa de acrescentar 7,5 mil empregos em agosto, após queda de 40,8 mil em julho. A taxa de desemprego pode subir para 7,0% de 6,9%.