- O USD/CAD permanece próximo de seu patamar de quatro meses, em torno de 1,3940.
- O dólar recebe suporte diante de dados econômicos fortes que podem atrasar cortes da Fed.
- O Canadá assinou seu primeiro acordo comercial no Indo-Pacífico, buscando reduzir a dependência dos EUA, sob o governo do primeiro-ministro Mark Carney.
O par USD/CAD continua mais forte pelo quinto dia consecutivo, operando por volta de 1,3940 durante as sessões asiáticas desta sexta-feira. A região ainda observa a máxima de quatro meses de 1,3949, atingida na quinta-feira, após dados econômicos dos EUA mais fortes do que o esperado. O foco se volta ao índice de preços do PCE, a medida de inflação preferida pela Federal Reserve, com divulgação prevista para mais tarde nesta sexta-feira.
Dados robustos podem levar a Federal Reserve (Fed) a adotar uma postura mais cautelosa quanto a cortes na taxa de juros. O Produto Interno Bruto (PIB) americano cresceu 3,8% no segundo trimestre, acima da estimativa anterior de 3,3%, enquanto o Índice de Preços do PIB subiu 2,1% no mesmo período, comparado à projeção de 2,0%. As reivindicações iniciais de seguro-desemprego caíram para 218 mil na última semana, o menor nível desde julho, contra expectativa de 235 mil. O presidente do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, disse que o banco está próximo de cumprir seus mandatos, mas que a política deve mirar o futuro. Já o presidente da Fed de Chicago, Austan Goolsbee, ressaltou que não está inclinado a facilitar muito mais a política enquanto a inflação permanecer acima da meta. O ministro do Comércio do Canadá, Maninder Sidhu, afirmou que o Canadá assinou seu primeiro acordo no Indo-Pacífico, como parte de esforços para reduzir a dependência dos EUA, destacando oportunidades nas áreas de agricultura, energia e telecomunicações.