- O dólar americano ganha fôlego pela terceira sessão consecutiva, impulsionado por rendimentos mais altos nos EUA.
- A queda nos preços do petróleo pressiona o CAD, que é sensível aos com-modities.
- Investidores permanecem cautelosos antes dos dados de JOLTS e Pedidos de Fábrica nos EUA.
O dólar dos EUA valoriza pela terceira sessão, sustentado por rendimentos mais altos, enquanto a queda do petróleo pesa sobre o loonie, sensível a commodities. O par USD/CAD tenta manter-se acima do patamar de 1,3800 em meio à expectativa pelos dados de vagas JOLTS e pelos Pedidos de Fábrica.
Um humor de mercado mais favorável tem pressionado o dólar; o Dólar-Índice (DXY) recuou no dia, mas ainda acumula boa parte dos ganhos obtidos na terça-feira.
A baixa nos preços do petróleo também apoia o par, com o WTI recuando dos picos de segunda-feira de US$ 65,77 para pouco acima de US$ 64,00 no momento, após relatos de que membros da OPEC+ podem considerar novo aumento da produção em outubro. O petróleo é a principal exportação do Canadá, e quedas acentuadas costumam pressionar o CAD.
Enquanto isso, a agenda econômica nos EUA aponta para os dados de JOLTS e Pedidos de Fábrica, que devem sinalizar mais uma desaceleração, fortalecendo a expectativa de um corte de juros do Federal Reserve em setembro. Se essas expectativas se confirmarem, o USD pode ampliar a reversão.
Os principais elementos são o nível de juros definido pelo Banco do Canadá, o preço do petróleo, a saúde da economia, a inflação e a balança comercial. O sentimento de mercado também influencia: aversão ao risco costuma favorecer o CAD quando os ativos sobem de risco.
O BoC influencia as taxas de juros entre bancos e, por consequência, o custo de empréstimos. A inflação-alvo de 1-3% orienta ajustes de juros; juros mais altos tendem a apoiar o CAD, enquanto políticas de estímulo podem pressioná-lo.
O petróleo é a principal exportação do Canadá; altas no preço tendem a ampliar a demanda pela moeda local, enquanto quedas reduzem esse impulso, refletindo na balança comercial.
Indicadores como PIB, PMI de manufatura e serviços, emprego e confiança do consumidor ajudam a definir a direção do CAD. Um quadro econômico robusto pode levar o BoC a subir juros, fortalecendo a moeda.
