Agenda europeia mais calma: hoje não há divulgações relevantes na agenda econômica europeia; o principal dado a ficar de olho é o índice NFIB de confiança de pequenas empresas dos EUA para agosto, que tende a ter impacto limitado.
Enquanto isso, os metais preciosos seguem se destacando. O ouro continua a subir rumo a novas máximas, impulsionado por fundamentos sólidos e pela confirmação técnica observada na semana anterior, atingindo US$ 3.648 por onça. A prata também ganha fôlego, ultrapassando a marca de US$ 41, o maior nível desde 2011.
A França oferece outra fonte de cautela, após o afastamento de François Bayrou do cargo de primeiro-ministro em votação de confiança, o que deixou o mercado inalterado de momento. As remunerações de prazo mais longo recuaram, ajudando a acalmar os nervos; o euro, por sua vez, não reagiu de forma significativa. Contudo, o cenário para ativos da zona do euro ainda pode trazer riscos.
No Japão, o cenário político também mudou com a renúncia de Shigeru Ishiba depois das eleições da Câmara alta em julho. A notícia provocou um ajuste no USD/JPY, que abriu com gap próximo de 148,00, mas já recuou para cerca de 147,30, aproveitando para traders que operam no fill-gap.
Quanto ao dólar, permanece vulnerável após os dados de empregos não- agrícolas do fim de semana. O mercado já antecipa cortes mais agressivos do Fed, com a possibilidade de 50 pontos base em setembro ainda sendo discutida. O timing do blackout do FOMC dificulta a leitura, já que ainda há dados relevantes a chegar nesta semana.
Isso nos leva à expectativa para o relatório do CPI dos EUA, na quinta-feira. Os olhos estão voltados para esse número: números mais fracos podem reacender a aposta em um recorte de 50 bps, mas sinais de repasse de tarifas para a inflação poderiam complicar o cenário e limitar a clareza sobre a comunicação das autoridades monetárias.