A União Europeia está preparando uma proposta aos Estados Unidos que descreve como implementar a próxima fase do acordo comercial firmado entre as duas partes. O objetivo é responder às demandas americanas por um roteiro juridicamente vinculante e facilitar o avanço das negociações durante as reuniões de Maroš Šefčovič em Washington no final deste mês.
O rascunho, ainda não compartilhado com Washington, concentra-se em cinco áreas-chave: tarifas, acesso ao mercado, comércio digital, padrões técnicos e cooperação em aço e alumínio. Bruxelas busca reduzir tarifas americanas sobre itens específicos, como vinhos e destilados, e pretende que o teto de 15% se aplique de forma ampla, abrangendo setores que podem vir a sofrer novas ações dos EUA.
Além disso, o plano propõe a criação de um grupo de trabalho conjunto de segurança econômica para coordenar avaliação de investimentos, controles de exportação, compras públicas e matérias-primas. Também há a defesa de um sistema de quotas para reduzir as altas tarifas de 50% sobre o aço e o alumínio da UE. O roteiro incluiria o monitoramento dos compromissos da UE com aquisições estratégicas de LNG e componentes de semicondutores sob o acordo. Enviados da UE têm recebido briefings sobre a proposta nesta semana.
Impactos esperados
Os analistas veem que ampliar os limites tarifários e oferecer alívio para o aço e o alumínio pode reduzir pressões de custo para exportadores, enquanto uma cooperação mais profunda em padrões e comércio digital pode suavizar atritos regulatórios para multinacionais. O mercado fica atento a sinais sobre se os EUA aceitarão tarifas mais baixas em mais setores.