GCC: Transmissão de choque e amortecedores – Standard Chartered

Analistas do Standard Chartered avaliam como a escalada no Oriente Médio e interrupções no Estreito de Hormuz podem impactar as economias do GCC. O efeito tende a ficar contido, porém desigual, dependendo da flexibilidade de exportação, da capacidade de contornar o Estreito e da estrutura do setor não-óleo, com amortecedores de trilhões.

Riscos no Hormuz e resiliência do GCC

Estamos na quarta semana da escalada no Oriente Médio, com riscos de interrupção centrados no Estreito de Hormuz e na infraestrutura energética da região. Enquanto o mercado acompanha principalmente a volatilidade dos preços do petróleo e as implicações para o abastecimento global, avaliamos como o choque pode se propagar para as economias do GCC.

Para entender o impacto, avaliamos três pilares: resultado fiscal, dinâmicas do crescimento não-óleo e amortecedores soberanos. Observamos um impacto assimétrico entre as economias do GCC, dependendo da exposição a interrupções, da capacidade de contornar o Estreito e da estrutura de seus setores não-óleo.

O GCC entrou neste episódio com posição de força, apoiado por grandes saldos soberanos. Ativos de riqueza soberana e reservas cambiais acima de US$ 6,5 trilhões atuam como um buffer significativo para choques internos e externos, ajudando a sustentar a estabilidade macroeconômica a longo prazo.

Economias com maior flexibilidade de exportação e rotas alternativas para além do Estreito tendem a absorver o choque com mais eficiência; entre elas estão a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e Omã. Aquelas mais dependentes do estreito podem sentir impactos maiores.