No contexto das tensões no Estreito de Hormuz, Sanae Takaichi reforçou o apoio ao governo de Donald Trump, destacando a importância de manter a cooperação entre Japão e EUA diante das pressões para participação japonesa. O Japão não endossou nem criticou diretamente as ações militares entre EUA e Israel contra o Irã, defendendo a desescalada e a contenção do conflito, em linha com sua orientação constitucional que restringe o uso da força à autodefesa.
Na mesma semana, líderes de cinco países europeus e o Japão emitiram uma declaração conjunta pedindo que o Irã pare os ataques que bloqueiam o tráfego no Estreito de Hormuz e manifestando disponibilidade para contribuir com esforços apropriados para assegurar a passagem segura de navios, ainda que os detalhes permaneçam ambíguos.
Especialistas apontam que a posição japonesa reflete um equilíbrio entre manter alianças ocidentais e evitar ampliar o papel militar do país, mantendo-se fiel à tradição pacifista e aos compromissos constitucionais de autodefesa.