Taiwan rejeitou uma proposta dos EUA para transferir metade da produção de semicondutores para os Estados Unidos. Autoridades locais e a imprensa alertaram que a medida prejudicaria economia e geraria desemprego, além de colocar em risco a posição estratégica da ilha no setor de tecnologia.
A ideia, apresentada em discussões sobre reduzir a dependência de chips taiwaneses, destacou tensões entre onshoring e o domínio tecnológico de Taiwan.
Segundo relatos, a proposta mencionou uma divisão 50-50 para limitar a dependência americana de chips produzidos no exterior. Foi apontado que cerca de 95% dos chips usados pelos EUA são fabricados em Taiwan, a cerca de 9.000 milhas de distância, elevando os riscos diante das tensões com a China.
O Partido Democrático Progressista (DPP) de Taiwan e a imprensa local reagiram rapidamente, classificando a proposta como exploratória e advertindo que prejudicaria um setor vital da economia.
Embora os EUA já tenham atraído investimentos taiwaneses pela CHIPS Act, com a TSMC abrindo fábricas no Arizona, Taipei vê o controle de seu setor como alicerce econômico e salvaguarda geopolítica, tornando improvável ceder terreno. O episódio evidencia o atrito entre a ideia de internalizar cadeias de suprimentos e o desejo de Taiwan de manter domínio na produção de semicondutores avançados.