Estrategistas do Deutsche Bank reportaram que o S&P 500 encerrou o último pregão em um novo recorde, sustentado por resultados corporativos robustos e pela liderança das big techs, mesmo com a maioria dos componentes do índice operando em queda. No mercado futuro, os ativos apontam para uma abertura em baixa, à medida que o conflito no Irã e a valorização dos preços do petróleo pressionam o apetite ao risco. Os próximos dados de PMIs e pedidos de auxílio-desemprego nos EUA são vistos como testes cruciais para a resiliência do equity americano.
Força dos balanços versus choque do petróleo
“As ações dos EUA apresentaram um desempenho bastante sólido ontem, com o S&P 500 (+1,05%) fechando em uma nova máxima histórica. O movimento foi apoiado pelos balanços corporativos, com a Boeing (+5,53%) figurando entre as maiores altas do índice após reportar um fluxo de caixa negativo menor do que o esperado pelos analistas”, destacam os estrategistas.
O setor de tecnologia também se destacou, levando o NASDAQ (+1,64%) a um novo recorde, enquanto o índice de semicondutores da Filadélfia (+2,72%) registrou sua 16ª alta consecutiva — um marco histórico. Contudo, a amplitude da alta foi estreita (narrow breadth), com a maior parte das ações do S&P 500 fechando o dia no território negativo.
Após o fechamento do mercado, a Tesla foi a primeira das ‘Magnificent 7’ a divulgar resultados. Suas ações chegaram a subir quase 5% inicialmente devido a um lucro acima das expectativas (earnings beat), mas os ganhos foram devolvidos no after-hours após executivos revelarem que o capex excederá US$ 25 bilhões este ano — cerca de três vezes o nível do ano passado. Paralelamente, as ações da IBM despencaram 7% no after-market, refletindo receitas de software que apenas atingiram as estimativas consensuais.

