Resumo: em Tóquio, a inflação acelerou, mantendo o BoJ sob pressão para ajustes na política monetária.
A inflação ao consumidor, com exclusão de alimentos frescos (core CPI), subiu 2,8% na comparação anual em outubro, acima da previsão de 2,6% e ante 2,5% em setembro. A leitura de núcleo ainda mais restrita (excluindo comida e energia) também alcançou 2,8%, destacando pressões de preço persistentes, mesmo com subsídios governamentais diminuindo.
Os avanços foram puxados principalmente por custos com alimentação — incluindo um salto de 38% nos preços do arroz — enquanto a inflação no setor de serviços permaneceu contida em 1,6%, sugerindo que as empresas ainda atrasam repasses de custos trabalhistas.
O dado ocorreu um dia depois do BoJ manter a taxa de juros em 0,5% na votação de 7 a 2, com dissidentes alertando para riscos inflacionários crescentes. Analistas disseram que os números fortalecem a visão de que o banco central pode elevar as taxas já no começo do próximo ano, caso a demanda doméstica ganhe firmeza.
Separadamente, dados mostraram que a produção industrial subiu 2,2% em setembro, superando expectativas, enquanto a taxa de desemprego ficou estável em 2,6%, o que evidencia a resiliência da economia japonesa.