Resumo europeu: Hoje tivemos uma agenda relativamente carregada na sessão europeia, porém os movimentos ficaram mais contidos.
A notícia de maior peso veio da decisão de política monetária do RBA, que manteve as taxas inalteradas conforme o esperado, mas ajustou o comunicado para um tom levemente mais hawkish. Anteriormente, o texto dizia que ‘a inflação continua a moderar’; agora reconhece que ‘a queda da inflação subjacente desacelerou’.
A governadora Bullock não apresentou diretrizes claras para o caminho futuro e manteve as opções em aberto, deixando as decisões em aberto, com a frase: ‘podem haver mais cortes de juros ou não’. Ela afirmou que as decisões dependerão dos dados, reunião por reunião.
Entre os demais destaques, vieram os dados de inflação nas maiores economias da zona do euro: França, Alemanha e Itália. A inflação francesa desacelerou, mas o dado de serviços subiu de 2,1% para 2,4%. A inflação italiana permanece perto da meta, com a inflação subjacente estável em 2,1%. Já as leituras de inflação estaduais da Alemanha vieram mais elevadas, sugerindo números acima do esperado quando o CPI nacional for divulgado.
Por fim, comentários de autoridades sobre políticas monetárias: o presidente do SNB, Schlegel, sinalizou que a inflação deve subir um pouco nos próximos trimestres, o que indica que não haverá mudanças de política em breve. O vice-presidente do Fed, Jefferson, reiterou o foco no mercado de trabalho e a cautela com nova fraqueza, posicionando-se próximo a uma posição neutra, com a possibilidade de dois cortes até o fim do ano.