O governador do Banco da Reserva da Nova Zelândia (RBNZ), Anna Breman, afirmou nesta terça-feira que espera um aumento da inflação no curto prazo, impulsionado por choques de energia, e sinalizou disposição para agir caso os riscos de inflação no médio prazo se agravem.
Principais citações
Inflação mais alta no curto prazo com impacto moderado no crescimento. Estamos avaliando se as empresas repassarão custos ou absorverão. Buscamos efeitos de segunda ordem e, se as expectativas mudarem, agiremos. Queremos evitar inflação mais alta no longo prazo. Não devemos reagir cedo demais às pressões inflacionárias. Será difícil para as empresas repassar custos aos consumidores. Os bancos estão bem capitalizados e confiantes de que podem enfrentar qualquer instabilidade. A taxa de juros atual está em um ponto que nos permite aumentar ou reduzir se necessário. Não descartamos alta ou queda adicional das taxas. Medidas governamentais direcionadas e temporárias devem ficar fora de qualquer impulso inflacionário. Condições financeiras estão se fortalecendo e podem frear o crescimento no curto prazo; monitoramos. Mesmo que o conflito cesse agora, os efeitos sobre preços e fornecimento vão persistir.
Mercado e cenário
No momento da divulgação, o par NZD/USD subiu aproximadamente 0,36% e opera em torno de 0,5857.
Perguntas frequentes
O que é o Banco da Reserva da Nova Zelândia (RBNZ)?
É o banco central da Nova Zelândia, com objetivos de manter a estabilidade de preços (inflação entre 1% e 3%) e sustentar o pleno emprego.
Como a política monetária influencia o dólar neozelandês?
A decisão sobre a Taxa Oficial de Depósitos (OCR) afeta gastos de famílias e empresas; juros mais altos tendem a fortalecer o NZD por oferecer maiores rendimentos, enquanto juros mais baixos tendem a enfraquecê-lo.
Por que a RBNZ se importa com o emprego?
Mercado de trabalho apertado pode impulsionar inflação; emprego máximo sustentável busca usar recursos trabalhistas sem acelerar a inflação.
O que é Quantitative Easing (QE)?
QE envolve a compra de ativos pelo banco para aumentar a oferta de dinheiro e estimular a atividade econômica; em momentos extremos pode enfraquecer o NZD; a RBNZ recorreu ao QE durante a pandemia.
