O vice-governador Andrew Hauser indicou que a leitura central aponta para uma política monetária ainda restritiva, mas há debate ativo entre os membros do conselho sobre essa avaliação, sinalizando uma discussão ao vivo sobre o peso da restrição na demanda.
Na entrevista, Hauser disse que, se ficar demonstrado que a política não é nem mesmo ligeiramente restritiva, isso teria implicações importantes para futuras decisões, sugerindo que manter juros elevados por mais tempo poderia ganhar força se as condições financeiras aliviarem mais do que o esperado.
Ele minimizou o repique observado na última pesquisa de confiança do consumidor, classificando-o como leitura possivelmente volátil, e afirmou que os formuladores de política vão aguardar para ver se a melhora persiste. Os dados de consumo aparecem mistos — alguns indicadores sobem, outros caem — mas o cenário central continua sendo uma recuperação gradual e modesta dos gastos.
No mercado de trabalho, não existem níveis de desemprego que deixem o banco satisfeito; o foco permanece em devolver a inflação à meta sem provocar um aumento brusco do desemprego.
Hauser também comentou a nova estrutura de governança do RBA, dizendo que votos anônimos foram criados para incentivar o debate aberto, e que o engajamento público por parte dos membros do conselho já começou e deve aumentar com o tempo.
Sobre os mercados financeiros, não está claro se o mundo vive uma bolha de IA, mas o cenário central do RBA não indica um colapso de mercado iminente.
As falas dele fortalecem a expectativa de que o RBA manterá uma postura cautelosa quanto a cortes, permanecendo com uma posição levemente restritiva até sinais mais claros de desinflação duradoura e crescimento estável surgirem, o que sustenta uma trajetória de política estável até o começo de 2026.