Previsão do WTI: Confluência da Média Móvel Simples de 200 períodos na H4 com a linha de tendência perto de US$ 95,00 mantém a chave

O WTI (West Texas Intermediate) mantém um viés levemente negativo pelo terceiro dia consecutivo, embora careça de continuidade. A incerteza em torno de um possível acordo de paz entre EUA e Irã oferece suporte ao petróleo. O cenário técnico recomenda cautela para traders compradores ou para posicionamentos de alta significativa.

O petróleo de referência dos EUA permanece em recuo pelo terceiro dia consecutivo e negocia próximo à casa dos US$ 96,00 durante a sessão asiática de sexta-feira. A commodity, no entanto, conseguiu se manter acima de uma mínima de quase duas semanas, ao redor da marca psicológica de US$ 95,00, atingida no dia anterior.

Um alto oficial iraniano afirmou que nenhum acordo foi alcançado com os Estados Unidos, mas as lacunas foram reduzidas. Os investidores, porém, permanecem céticos sobre um acordo de paz EUA-Irã, diante de grandes desacordos sobre o programa nuclear de Teerã e um impasse no crucial Estreito de Ormuz. Isso mantém os riscos geopolíticos em jogo e atua como um vento a favor para os preços do petróleo bruto, justificando cautela para traders de venda agressivos.

Do ponto de vista técnico, o petróleo bruto está se mantendo logo acima de uma faixa de suporte densa, apesar da perda de momento e flutuando em torno do nível de retração de Fibonacci de 38,2% da alta de abril. A Média Móvel Simples (SMA) de 200 períodos em US$ 95,09 e a linha de tendência de suporte inclinada para cima, ao redor de US$ 95,49, estão abaixo do preço atual, ainda sustentando a tendência de alta mais ampla.

No entanto, o Índice de Força Relativa (RSI) está próximo de 36, e uma leitura negativa da Convergência e Divergência de Médias Móveis (MACD) sugere que a pressão de venda está se acumulando. Isso, por sua vez, indica que os reveses podem enfrentar dificuldades, a menos que os compradores recuperem tração acima da barreira de resistência próxima, definida pela retração de 23,6% de Fibonacci em US$ 100,42. Uma ruptura sustentada seria necessária para reabrir uma pressão em direção às máximas recentes.

Na baixa, o suporte imediato surge na retração de 38,2% perto de US$ 96,32, seguido pela área da antiga linha de tendência em US$ 95,49 e pela SMA de 200 períodos em US$ 95,09. Uma queda clara através desse agrupamento exporia suportes de Fibonacci mais profundos em US$ 93,00 e US$ 89,69, alterando decisivamente a estrutura de médio prazo a favor dos vendedores.