Previsão do preço do ouro: touros de XAU/USD continuam abaixo de 4.600 dólares

O ouro (XAU/USD) mantém um viés levemente otimista nesta terça-feira, ampliando a recuperação desde as mínimas da semana passada em torno de US$ 4.100, ainda encontrando resistência na região de US$ 4.600, o que por ora limita os movimentos de alta.

O metal precioso recebe algum suporte com a queda dos rendimentos dos Treasuries dos EUA após declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que amenizou as expectativas de cortes ou altas rápidas de juros, afirmando que as pressões inflacionárias permanecem bem ancoradas, mesmo com preços de energia mais altos.

Além disso, um relatório do Wall Street Journal divulgado nesta terça indicou que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a seus assessores que está disposto a encerrar o conflito em breve, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça fechado. Essa notícia proporcionou alívio de risco, permitindo a valorização das ações europeias e deixando o índice Dólar (DXY) atrás de uma resistência importante.

Análise Técnica: a correção do ouro pode alcançar a região de US$ 5.000

O ouro é negociado em torno de US$ 4.556,93 com viés de curto prazo moderadamente otimista. O RSI no gráfico de 4 horas fica na faixa dos 50 e poucos pontos, indicando impulso estável sem sobrecompras, enquanto o MACD permanece em território positivo, sugerindo que os compradores mantêm o controle, mesmo com o arrefecimento da força após as altas anteriores.

Ações recentes sugerem que a tendência de baixa pode ter encontrado um piso temporário na semana passada, com uma alta mais alta na quinta-feira sugerindo uma possível mudança de tendência. Considerando isso, o par pode estar na perna C-D de um padrão Gartley, mirando a região de US$ 5.040, que atuou como suporte transformado em resistência em 16 e 17 de março. Antes disso, a resistência fica na retração de 38,2% de Fibonacci da queda de março, na região de US$ 4.600, e a máxima de 20 de março, em US$ 4.735, desafiando os touros.

Uma reversão em baixa abaixo da mínima de 26 de março, em US$ 4.355, cancelaria essa visão e traria de volta o mínimo do ano, em US$ 4.100, ao foco.

Gold FAQs

O ouro tem desempenhado papel essencial na história humana, servindo como reserva de valor e meio de troca. Hoje, além do brilho e do uso em joias, é amplamente visto como um ativo de refúgio, considerado bom investimento em tempos de turbulência. O ouro também é visto como proteção contra inflação e contra a depreciação de moedas, pois não depende de um emissor ou governo específico.

Bancos centrais são os maiores detentores de Ouro. Ao buscar apoiar suas moedas em tempos turbulentos, os bancos centrais tendem a diversificar reservas e comprar Ouro para reforçar a percepção de solidez da economia e da moeda. Grandes reservas de Ouro podem transmitir confiança na solvência de um país. Bancos centrais de economias emergentes como China, Índia e Turquia estão aumentando rapidamente suas reservas de Ouro.

O Ouro tem correlação inversa com o Dólar dos EUA e com os Títulos do Tesouro dos EUA, que são ativos de reserva e de refúgio. Quando o Dólar se enfraquece, o Ouro tende a subir, ajudando investidores e bancos centrais a diversificar ativos em tempos de turbulência. O Ouro também tende a ter correlação inversa com ativos de risco: uma recuperação no mercado de ações costuma enfraquecer o preço do Ouro, enquanto quedas em mercados de maior risco favorecem o metal precioso.

O preço pode oscilar por diversos fatores. Incertezas geopolíticas ou temores de recessão podem elevar o preço do Ouro devido ao seu status de refúgio. Como ativo que não rende juros, o Ouro tende a subir com juros mais baixos, enquanto custos de dinheiro mais altos costumam pesar sobre o metal. Ainda assim, as oscilações dependem principalmente do comportamento do Dólar Americano (USD), pois o ativo é precificado em dólares (XAU/USD). Um Dólar forte tende a manter o preço sob controle, enquanto um Dólar mais fraco tende a impulsionar o Ouro.