O ouro recupera parte das perdas recentes: após tocar picos próximos de US$ 3.700, o metal volta a ficar acima de US$ 3.650, apoiado pela fraqueza momentânea do dólar e por demanda de ativos seguros.
O dólar ganhou apoio de dados de contratação de mão de obra que ficaram abaixo do esperado, junto com a recuperação do índice de manufatura da Philly Fed, ajudando o dólar a ganhar fôlego.
Entretanto, o cenário de alta permanece, com o mercado ainda precificando cortes adicionais da Fed em outubro e novas medidas de afrouxamento no fim do ano, o que pode limitar grandes avanços do dólar.
Análise técnica aponta correção de baixa a partir de máximas históricas, mantendo a tendência de alta de curto prazo, com o RSI diário recuando e o MACD sinalizando possível cruzamento de baixa. Uma correção mais profunda não está descartada.
Principais níveis a observar: suporte imediato entre US$ 3.615 e US$ 3.630; suporte adicional em US$ 3.580 e US$ 3.500. No alto, resistência em US$ 3.675, rompendo o patamar próximo do recorde em US$ 3.710, com alvo na extensão de 161,8% da rally da semana anterior, em torno de US$ 3.740.