A prata (XAG/USD) está em queda de 2,37% nesta segunda-feira, sendo negociada em torno de US$ 57,75 no momento da escrita, à medida que os investidores reavaliam o impacto das tensões geopolíticas no Oriente Médio nos mercados de energia e nas perspectivas de inflação.
O metal branco enfrenta realização de lucros, pois as preocupações com potenciais interrupções nos fluxos globais de energia reforçam as expectativas de inflação mais alta. A troca de ataques entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã perto do Estreito de Ormuz durante o fim de semana renovou os temores em torno da via navegável estratégica, pela qual transita quase 20% do fornecimento global de energia.
A incerteza permanece elevada, apesar de relatos sugerirem que Washington e Teerã poderiam retomar as negociações na terça-feira. O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a responsabilidade pelo Estreito de Ormuz recai unicamente sobre Teerã, alertando que qualquer tentativa de contornar a rota preferida do Irã levaria a “tensão e escalada”.
O potencial aumento nos preços do petróleo impulsionado por riscos de oferta está alimentando preocupações com a inflação, um fator que reforça as expectativas de uma política monetária restritiva mais prolongada por parte do Federal Reserve (Fed). Taxas de juros mais altas aumentam o custo de oportunidade de manter metais preciosos sem rendimento, pressionando a prata.
Os investidores agora voltam sua atenção para o relatório do mercado de trabalho dos EUA em junho, com a divulgação dos dados do Nonfarm Payrolls (NFP) prevista para quinta-feira. Economistas esperam que a economia dos EUA tenha adicionado 114 mil empregos, enquanto a taxa de desemprego deve permanecer inalterada em 4,3%. Esses números podem moldar as expectativas para a trajetória das taxas de juros do Fed e fornecer o próximo grande catalisador para a prata.
