A prata (XAG/USD) permanece ao redor de US$41, mantendo a estrutura de alta intacta após reencontrar picos de múltiplos anos.
Dados de empregos fracos nos EUA alimentam apostas de cortes pelo Fed, pressionando o dólar e os rendimentos de Treasuries para baixo.
O mercado já projeta aproximadamente 88% de chance de um corte de 25 pontos-base na reunião de setembro, com cerca de 12% de probabilidade de um movimento maior de 50 bps.
Do ponto de vista técnico, a prata consolida pouco abaixo do pico de 14 anos de US$41,47, com suporte imediato em US$40,50 e apoio adicional na média móvel de 50 períodos próximo de US$39,96 no gráfico de 4 horas. Um piso adicional fica na zona de ruptura em US$39,00. No lado superior, a resistência fica em US$41,50 e, em seguida, US$42,00.
O índice de força relativa (RSI) opera perto de 60, sugerindo condições positivas, sem sobrecompra extrema. O MACD permanece no território positivo, embora o histograma indique momentum mais fraco no curto prazo. De modo geral, desde que a prata se mantenha acima de US$40,50, recuos tendem a atrair compradores, com foco numa ruptura acima de US$41,50 que pode abrir caminho para US$42,00.
Fatores que movem o preço
A prata tem uso industrial significativo, especialmente em eletrônicos e energia solar, o que faz com que a demanda varie conforme as condições econômicas. Além disso, o comportamento do dólar, demanda de investimento, oferta de mineração e taxas de reciclagem influenciam o preço. Fatores geopolíticos e inflação também pesam sobre o metal.
Contexto: dados de emprego fracos reforçam a percepção de desaquecimento do mercado de trabalho, alimentando a expectativa de cortes do Fed. O dólar recuou após o relatório, mas o cenário continua incerto para ativos de risco.