O RBC encontra-se em uma posição curiosa nesta semana.
O mercado precifica quase integralmente um corte da taxa do Banco do Canadá, mas o maior banco do país sustenta que tal corte não é necessário. A expectativa pode mudar até quarta-feira, especialmente se a inflação subjacente do CPI canadense recuar conforme rumores, mas a instituição argumenta que está abrindo espaço estratégico em meio a preocupações crescentes com a economia canadense.
Principais pontos dos economistas do RBC:
- O PIB do segundo trimestre foi fraco, porém ganhos em comércio e manufatura em julho, aliados a dados fortes de início do terceiro trimestre, apontam para uma recuperação;
- Monitoramento dos gastos com cartão de crédito indica demanda do consumidor ainda resiliente (um novo relatório é aguardado nesta semana);
- A habitação começa a mostrar sinais de recuperação (vendas de agosto foram maiores em relação ao ano anterior, de acordo com dados divulgados hoje);
- 88% das exportações permanecem sem tarifas sob o USMCA;
- Apoio fiscal está crescendo, demissões permanecem contidas.
O maior risco observado é uma desaceleração adicional nos EUA, mas destacam que o Banco do Canadá — atualmente com a taxa em 2,75% — possui espaço para reduzir caso a economia enfraqueça.
O dólar canadense está entre os melhores desempenhos do grupo G10 hoje, impulsionado pelas altas do ouro, enquanto o par USD/CAD tem variado em uma faixa de cerca de 200 pips nas últimas seis semanas. O gráfico diário sugere a possibilidade de formação de topo de cabeça e ombros com alvo nos menores níveis do ano. Este par caiu quase 10 pontos percentuais desde o início do ano.

