PMI de Serviços da Zona do Euro em setembro fica em 51,4, acima dos 50,5 esperados

Resumo rápido: Em setembro, o PMI de serviços da zona do euro ficou em 51,4, acima dos 50,5 esperados, apontando para continuidade do crescimento dos serviços, enquanto o PMI de manufatura recuou para 49,5, ante 50,7 estimados.

  • Prior serviços: 50,5
  • PMI manufatura: 49,5, frente a 50,7 esperado
  • Prior manufatura: 50,7
  • PMI composto: 51,2, contra 51,1 esperado
  • Prior composto: 51,0

Os dados desta leitura mostraram um quadro misto: o setor de serviços puxou o crescimento da atividade, enquanto o setor de manufatura voltou a registrar contração. No agregado, há expansão marginal do setor privado da zona do euro, sem grandes surpresas.

Segundo a avaliação da HCOB, a zona do euro ainda segue em trajetória de crescimento. A produção industrial vem crescendo pelo sétimo mês consecutivo, e a atividade nos serviços tem apresentado expansão quase ininterrupta desde fevereiro de 2024. Contudo, ainda estamos longe de ver um impulso real. O PMI composto, que agrega manufatura e serviços, alcançou 51,2 pontos, atingindo a maior leitura em 16 meses.

O cenário para a manufatura permanece nublado. A produção segue aumentando, mas o ritmo é freado pela França, onde a reestruturação governamental no início de setembro pode ter atrapalhado os planos de produção das empresas. Além disso, novas encomendas caíram significativamente na Alemanha e na França. A médio prazo, maior gasto com defesa pode impulsionar a demanda por bens industriais, e o chamado impulsionador de investimentos na Alemanha, junto com o pacote de infraestrutura, pode ter impactos positivos, embora a confiança na expansão de produção tenha recuado na Alemanha e na zona do euro como um todo.

O emprego, já bastante lento neste ano, desacelerou ainda mais, com cortes em manufatura e contratação mais lenta em serviços. A taxa de desemprego da zona do euro caiu para 6,2% em julho, ajustada sazonalmente, possivelmente já próximo do piso.

A inflação de custos no setor de serviços, monitorada de perto pelo BCE, diminuiu levemente, mas permanece alta diante do cenário econômico frágil. Os preços de venda recuaram de forma mais acentuada, o que pode levar o BCE a considerar se um corte de juros no fim do ano voltaria a fazer parte da mesa de negociações.