PMI de serviços finais na França em novembro fica em 51,4

As condições de demanda indicam recuperação, fortalecendo a atividade de serviços na França em novembro. Notadamente, houve a primeira expansão mensal de novos negócios desde agosto de 2024. Ao mesmo tempo, as pressões de preços permaneceram contidas, o que significa que não deverão provocar grandes mudanças no cenário do BCE.

A atualização da HCOB aponta:

  • PMI de serviços final: 51,4
  • PMI composto: 50,4, frente a 49,9 na leitura preliminar
  • Anterior: 48,0
  • Anterior: 47,7

“Finalmente, algumas notícias positivas. Pela primeira vez em mais de um ano, a produção do setor privado francês aumentou. Em novembro, o PMI composto voltou a ficar acima do limiar de crescimento, impulsionado pela recuperação expressiva da atividade nos serviços. Contudo, a indústria continua a puxar o desempenho global, registrando sua maior queda em nove meses e ampliando a distância entre os dois setores.”

“A melhoria nos serviços é animadora, mas ainda não está claro se é apenas um repique pontual ou o início de uma recuperação sustentada. Os próximos meses trarão clareza. Pelo menos, as entradas de pedidos caminham na direção certa, com demanda interna melhorando e encomendas externas estabilizando.”

“Diante desse cenário, as expectativas de negócios permaneceram cautelosas e em patamar relativamente baixo, embora tenham melhorado em novembro. Se o governo conseguir um acordo orçamentário e reduzir a incerteza política, o consumo das famílias e o investimento das empresas podem se beneficiar de um ambiente de política mais estável.”

“A fraqueza persistente nos serviços se reflete no emprego e nos estoques de negócios em aberto. Após meses de atividade contida, os volumes de trabalho não concluídos continuam a encolher, levando as empresas a interromperem tendências de contratação e a reduzir levemente o quadro de pessoal. Dado o que ocorreu nos meses recentes, o crescimento do emprego deve permanecer moderado no curto prazo.”

“As dinâmicas de preços estão, em linhas gerais, alinhadas com padrões pré-COVID, embora o PMI de preços de produção tenha caído abaixo do limite de 50 devido à pressão competitiva, levando algumas empresas a reduzir preços.”