O PMI final de manufatura da Alemanha para novembro ficou em 48,2, frente à leitura preliminar de 48,4, sinalizando que o setor continua em contração.
Pontos-chave
- Os prazos de entrega dos fornecedores se alongaram pelo terceiro mês consecutivo.
- Anterior leitura: 49,6.
Análise
O recorte de dados sugere que a indústria alemã ainda não conseguiu atravessar o limiar da expansão. Embora tenha havido aumento da produção nos últimos nove meses, indicadores como novos pedidos, emprego e estoques continuam a indicar fraqueza. Pedidos estrangeiros não têm mostrado fôlego desde agosto, e em novembro houve queda acentuada. Uma possível explicação é que grandes compradores internacionais, em especial empresas dos EUA, acumularam estoques no primeiro semestre e agora demandam menos bens alemães. Além disso, o ambiente global de manufatura tem estado próximo da estagnação desde 2023. Observa-se menor produção no segmento de bens intermediários e desaceleração no setor de bens de capital; no varejo de bens de consumo houve apenas modesto aumento. Embora a tendência de alta da produção industrial ao longo de grande parte do ano possa chegar ao fim nos próximos meses, não é certo que haverá queda acentuada. Medidas fiscais expansionistas devem começar a surtir efeito no primeiro semestre de 2026, estimulando demanda por maquinário para construção e para defesa, entre outros itens. As empresas continuam reduzindo postos de trabalho, prática que persiste há quase dois anos e meio. Com o aumento de produção neste ano, espera-se elevar a produtividade, o que deve ajudar a competitividade internacional, ainda que pedidos de fora permaneçam baixos.