O setor de manufatura do Japão manteve-se em contração em novembro, mas o ritmo de queda desacelerou, segundo o PMI final da S&P Global divulgado nesta segunda-feira.
O índice principal subiu para 48,7, após 48,2 em outubro e próximo da estimativa preliminar de 48,8.
Apesar de ainda abaixo de 50, que separa crescimento de contração, a leitura marca a menor queda desde agosto.
- A fraqueza permaneceu entre produtores de bens intermediários e de investimento, enquanto bens de consumo apresentaram leve melhora.
- Novas encomendas permaneceram em queda pelo 30º mês consecutivo, refletindo condições globais contidas, orçamentos dos clientes ajustados e investimentos de capital contidos. A demanda por automóveis e semicondutores permaneceu fraca.
As pressões sobre custos de insumos se intensificaram pelo quarto mês seguido, impulsionadas por custos mais altos de mão de obra e matérias-primas. Os fabricantes reagiram elevando os preços de venda.
Apesar do recuo, o humor empresarial atingiu o maior nível em 10 meses, apoiado por expectativas de lançamentos de novos produtos e pela recuperação da demanda, especialmente em eletrônicos e no setor de transportes.
O levantamento aponta que o pacote de estímulo de ¥21,3 trilhões, aprovado recentemente, pode ajudar a reacender a demanda, sobretudo em áreas estratégicas como IA, ainda que o impacto leve tempo para se disseminar.