O governo dos EUA apresenta uma proposta de paz para Gaza e Israel, buscando que ambos os lados a adotem. Denominada de ‘proposta-quadro para Gaza’, a ideia pode trazer mudanças significativas. O compromisso de suspender operações em Gaza e de não anexar o território marcaria uma virada importante, enquanto elementos de passagem segura e amnistia visam neutralizar o Hamas sem confronto sangrento. O pacote, apoiado pela administração, funciona como uma jogada política incerta; é difícil avaliar se o Hamas está disposto a negociar. O documento descreve arranjos de governança, segurança, economia e ajuda humanitária. Destaques:
- Em até 72 horas após a aceitação pública por Israel, todas as pessoas mantidas como reféns, vivas ou falecidas, deverão ser devolvidas.
- Israel não ocupará nem anexará Gaza.
- Ninguém será obrigado a deixar Gaza; quem desejar sair poderá fazê-lo e retornar quando quiser.
- Gaza deverá tornar-se uma zona desradicalizada, livre de terrorismo e sem ameaças aos vizinhos.
- Caso o Hamas atrase ou rejeite a proposta, operações de ajuda ampliadas poderão ocorrer em áreas livres de terrorismo transferidas do IDF para as forças de segurança palestinas.
- Durante esse período, todas as operações militares, incluindo ataques aéreos e bombardimentos, ficarão suspensas.
- Ao liberar todos os reféns, Israel libertará 250 prisioneiros com penas perpétuas e 1.700 palestinos detidos após 7 de outubro de 2023.
- As Forças de Defesa de Israel se retirarão conforme padrões, marcos e prazos acordados entre IDF, ISF, garantidores e os EUA, relacionados à desmilitarização.
- Após a devolução dos reféns, membros do Hamas que aceitarem coexistir pacificamente e desativar suas armas receberão amnistia.
- Quem desejar deixar Gaza terá passagem segura para países receptores.
- Hamas e outras facções concordam em não participar da governança de Gaza, direta ou indiretamente.
- Logo após a aceitação, toda a ajuda humanitária será enviada imediatamente à Faixa de Gaza.
- Gaza ficará sob uma governança transitória temporária de um comitê palestino tecnocrático e apartidário.
- Será criado um plano de desenvolvimento econômico para reconstruir e revitalizar Gaza, com um comitê composto por palestinos qualificados e especialistas internacionais, supervisionado por um novo corpo internacional de transição.
Chega à ‘zona livre de terrorismo e desradicalização’ ainda não está inteiramente claro como ocorrerá.
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