O West Texas Intermediate (WTI) caiu para cerca de US$ 73,20 no momento desta publicação na quinta-feira, com desvalorização de 2,35% no dia, atingindo o menor nível em mais de três meses. Investidores continuam precificando a perspectiva de um alívio duradouro das tensões no Oriente Médio.
A pressão vendedora se intensificou após os Estados Unidos (EUA) e o Irã assinarem um acordo de paz na quarta-feira. Conforme detalhes divulgados por autoridades americanas, o acordo inclui a garantia de passagem segura pelo Estreito de Ormuz, uma artéria vital para o transporte global de petróleo. Em contrapartida, Washington concederia alívio nas sanções às exportações de petróleo iraniano, liberaria fundos congelados e contribuiria para um fundo de reconstrução destinado a cobrir danos relacionados à guerra.
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça também confirmou que as negociações entre representantes dos EUA e do Irã continuarão na sexta-feira no resort Bürgenstock para negociar a implementação do acordo. Esses desenvolvimentos reforçam as expectativas de uma normalização gradual dos fluxos de energia na região e ajudam a aliviar as preocupações sobre interrupções no fornecimento global de petróleo.
Por ora, esses desenvolvimentos ofuscam sinais de outra forma favoráveis do mercado de petróleo dos EUA. Na quarta-feira, a Administração de Informações de Energia (EIA) reportou que os estoques comerciais de petróleo bruto caíram 8,262 milhões de barris na semana encerrada em 12 de junho, quase o dobro da queda de 4,6 milhões esperada pelos analistas.
A agência também observou que esta foi a décima queda semanal consecutiva nos estoques, deixando os estoques de petróleo dos EUA em seu nível mais baixo em mais de 40 anos. Em circunstâncias normais, uma redução tão significativa na oferta disponível forneceria suporte aos preços. No entanto, o otimismo em torno do acordo Washington-Teerã continua a dominar o sentimento do mercado e está, em grande parte, compensando as preocupações com um mercado físico mais apertado.


