O petróleo WTI abriu a semana em queda, acelerando a desaceleração observada na segunda metade da semana anterior. O barril do benchmark americano West Texas Intermediate (WTI) negocia a US$ 89,70 no momento da escrita, cerca de US$ 15 abaixo dos máximos da semana passada, em meio a notícias de progresso nas negociações de paz entre EUA e Irã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, impulsionou o otimismo no fim de semana, afirmando que um acordo de paz é possível, embora tenha descartado qualquer avanço imediato e dito que os EUA manterão o Estreito de Hormuz fechado até que o acordo seja selado e assinado.
Na mesma linha, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na segunda-feira que as negociações com Teerã são “ainda um trabalho em progresso”, enquanto a agência de notícias oficial iraniana relatou que chefes de bancos centrais estão voando para o Catar para lidar com fundos congelados da República Islâmica.
Todos esses relatos sugerem que as coisas estão se movendo e contribuem para manter vivas as esperanças de um fim rápido da guerra e a reabertura do Estreito de Hormuz. De uma perspectiva mais ampla, no entanto, o barril de petróleo bruto permanece cerca de 35% acima dos níveis pré-guerra e provavelmente permanecerá alto por algum tempo.
O chefe da Agência Internacional de Energia (EIA), Fatih Birol, alertou na semana passada que os estoques estão caindo rapidamente e que os mercados de petróleo podem entrar em zona “vermelha” em julho ou agosto, já que o horário de verão ocidental impulsiona a demanda por petróleo. Especialistas também alertaram sobre o entusiasmo excessivo, pois o fornecimento global de petróleo bruto provavelmente levará algum tempo para voltar ao normal, mesmo que o Estreito de Hormuz reabrá imediatamente. Analistas do JP Morgan previram que os preços do petróleo bruto estarão próximos de US$ 100 na maior parte do ano.
