Petróleo sobe 4%: Acordo diplomático ou conflito iminente até quarta-feira?

O mercado de energia está em alerta máximo. Com o prazo para o fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã se esgotando na noite de quarta-feira, as declarações de ambos os lados nesta terça-feira sugerem mais um posicionamento pré-conflito do que diplomacia para um acordo. O petróleo disparou, os futuros do DJIA devolveram os ganhos recentes e dados de navegação confirmam que o Estreito de Ormuz permanece efetivamente bloqueado.

O ultimato de Trump

Em entrevista à CNBC, o presidente Donald Trump reforçou que não tem interesse em uma extensão do prazo. Trump afirmou que os EUA negociam de uma posição de força e que as forças militares estão prontas para retomar as operações, descrevendo a postura americana como “ansiosa para agir”. O governo acusa o Irã de violações repetidas ao cessar-fogo, enquanto uma delegação liderada por JD Vance e Jared Kushner é esperada em Islamabad para uma nova rodada de negociações mediadas pelo Paquistão.

Resistência em Teerã

A resposta iraniana manteve o tom de confronto. O Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã ainda avalia suas opções, culpando Washington pelo impasse, especialmente após a apreensão do navio comercial Touska. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou que o Irã não aceitará uma “mesa de rendição” e sinalizou que o país está preparado para revelar novas opções militares caso as ameaças continuem.

Reação dos Mercados

Os futuros do West Texas Intermediate (WTI) saltaram 4%, operando acima de $93 por barril, enquanto o Brent subiu 2%, superando os $98. O movimento reverteu a queda da semana passada, quando havia otimismo inicial sobre o acordo. No mercado acionário, os futuros do DJIA recuaram para a zona de 49.400 pontos à medida que os yields dos Treasuries se firmaram.

Dados da MarineTraffic mostram que apenas 16 embarcações transitaram pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira, evidenciando que o fechamento de fato de uma via que transporta cerca de 20% do fluxo global de petróleo continua sendo um fator crítico de risco para a oferta global.