Petróleo iraniano desafia sanções diante da demanda global em alta — Commerzbank

O fato de os preços não caírem com rapidez é atribuído principalmente ao receio de novas sanções, segundo analista de commodities.

Sanções não impedem as exportações de petróleo iraniano

Desde o domingo à noite, novas sanções entraram em vigor por meio do chamado mecanismo de snapback do acordo nuclear de 2015, que permite sua reativação se o Irã violar significativamente o acordo. No entanto, não é previsível que essas sanções causem queda acentuada na produção de petróleo iraniano. Já existem sanções severas em vigor, e mesmo assim o Irã conseguiu aumentar a produção diária de petróleo em cerca de 1,4 milhão de barris desde o ponto mais baixo de 2020.

O principal cliente — de forma indireta — é a China. Em setembro, a Índia também aparentou ter adquirido petróleo bruto iraniano de forma oficial pela primeira vez. Ao mesmo tempo, uma delegação indiana deixou claro, durante encontro com representantes do governo dos EUA, que a Índia aceitaria reduzir as importações russas apenas se pudesse aumentar as importações de petróleo do Irã e da Venezuela.

O exemplo de uma refinaria indiana também demonstra como é difícil alcançar metas duradouras com sanções: em julho, a UE impôs sanções a essa refinaria por ter ligações com a Rússia e por processar petróleo russo. Após um recuo temporário na produção, ela aparentemente está retomando o ritmo. Dados de navios da empresa de análise Kpler indicam novos clientes no Oriente Médio, na Turquia, em Taiwan e no Brasil.