Petróleo e Gás: Conflito no Irã e oferta restrita devem sustentar preços elevados, diz BNY

O petróleo continua sendo o principal termômetro do mercado global enquanto o conflito no Irã interrompe o fluxo de suprimentos. Com o Brent operando em forte alta, Bob Savage, do BNY, destaca que os riscos geopolíticos e as projeções da Agência Internacional de Energia (IEA) apontam para um mercado de gás natural extremamente apertado pelos próximos dois anos.

Conflito no Irã e projeções da IEA

De acordo com o relatório, a guerra removeu efetivamente cerca de um quinto da capacidade global de petróleo e GNL (Gás Natural Liquefeito). Além disso, danos em instalações no Catar reduziram a capacidade de liquefação, cujos reparos podem levar anos, adiando o alívio esperado com a nova oferta liderada pelos Estados Unidos.

A IEA estima um déficit acumulado de aproximadamente 120 bilhões de metros cúbicos entre 2026 e 2030, o que reforça a tese de um período prolongado de restrição de oferta. “O petróleo continua sendo o barômetro, mas os temores de uma escalação entre EUA e Irã no final de semana são monitorados enquanto a narrativa de um possível acordo segue no radar”, afirma Savage.

Impacto na demanda e substituição de combustíveis

Como resposta aos preços elevados, a demanda por gás apresentou retração em regiões importadoras cruciais, especialmente na Ásia. O aumento dos custos e novas medidas políticas estão impulsionando o fuel switching (substituição de combustíveis) e a redução estrutural do consumo para mitigar os impactos inflacionários da crise energética.