Visão geral
Paulson afirmou que a decisão de dezembro exige cautela, buscando equilibrar a desaceleração do mercado de trabalho com riscos persistentes de inflação. Ela apoiou cortes anteriores, mas avisou que cada redução dificulta o próximo movimento, aproximando-se da política de estímulo econômico em vez de contenção e aumenta incertezas para investidores.
Mercado de trabalho e inflação
Paulson não votará na reunião de 9-10 de dezembro, mas passará a ter um assento com direito a voto a partir de 2026. Ela afirmou permanecer levemente mais preocupada com o mercado de trabalho do que com a inflação. Descreveu o relatório de empregos de setembro como encorajador, observando que ganhos de emprego mais lentos parecem alinhados com o esfriamento da oferta de mão de obra. Ainda assim, a concentração de contratações em saúde e serviços sociais costuma indicar uma dinâmica de ciclo tardio.
Influência do consumo e pressões inflacionárias
Ela destacou que famílias de renda baixa e média estão sob pressão, enquanto os trabalhadores de renda mais alta continuam gastando, deixando o crescimento dependente de consumidores mais ricos e mais sensíveis a oscilações do mercado de ações. Sobre a inflação, disse que os efeitos de tarifas foram menores do que o temido e a demanda enfraquecida ajuda a conter pressões de preços, embora a inflação permaneça acima de 2% pelo quinto ano consecutivo.
Considerações finais
“Com riscos de alta da inflação e riscos de piora no emprego, a política monetária precisa caminhar com muita cautela.”