Ouro sobe com queda nos rendimentos dos EUA, impulsionando a demanda por ouro

O ouro (XAU/USD) segue em terreno positivo, com ganhos próximos de 1% na abertura da semana, enquanto o dólar americano permanece firme e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA recuam. Esse cenário reforça a expectativa de cortes de juros no futuro, favorecendo o metal como proteção contra a incerteza.

Impulso do ouro diante de petróleo firme e incerteza geopolítica

O conflito no Oriente Médio continua pressionando o preço da energia, elevando as apostas de que os bancos centrais manterão ou reduzirão juros para evitar uma desaceleração econômica mais profunda. A volatilidade geopolítica costuma favorecer o ouro como ativo de refúgio, embora o efeito dependa do panorama econômico.

Enquanto isso, a WTI avançou pela quarta sessão consecutiva, chegando a US$ 100,39 por barril. Embora esse movimento favoreça o dólar, ele também sustenta o ouro, que continua sujeito à direção dos juros. Espera-se que o Fed mantenha as taxas em 2026, com a primeira redução prevista para meados de 2027.

Perspectiva técnica do XAU/USD

A leitura técnica indica o ouro oscilando próximo de uma zona sem gatilho claro para movimentos decisivos. Rompimento acima da média móvel de 100 dias, em torno de US$ 4.610, poderia abrir caminho para a região de resistência em US$ 4.736, com alvos adicionais em US$ 4.841 e US$ 4.951 à frente.

Por outro lado, quedas abaixo de US$ 4.500 sinalizariam suportes em US$ 4.402 (mínima de 2 de fevereiro) e US$ 4.305 (mínima de 24 de março), com a média móvel de 200 dias em US$ 4.100 atuando como lastro.

O índice DXY permanece em alta, refletindo a força do dólar, enquanto os rendimentos do Tesouro de 10 anos recuam, um cenário que tende a favorecer o ouro em termos de preço relativo.

Para 2026, o mercado precifica poucas chances de cortes agressivos pela Fed, com a taxa mantida ao longo do ano e a expectativa de o primeiro alívio ocorrer apenas em meados de 2027.

Perguntas frequentes sobre ouro

Por que as pessoas investem em ouro?

O ouro tem função histórica como reserva de valor e meio de troca. Além de seu brilho, é visto como refúgio em momentos de turbulência, servindo como proteção contra inflação e riscos monetários, já que não depende de um emissor específico.

Quem detém mais ouro?

Os bancos centrais são os maiores detentores. Em anos de instabilidade, diversificam reservas e aumentam a participação do ouro para reforçar a confiança na solvência econômica. Em 2022, milhares de toneladas foram adicionadas às reservas globais, com bancos de economias emergentes ampliando rapidamente suas participações.

Como o ouro se relaciona com outros ativos?

O ouro tende a ter correlação negativa com o dólar e com títulos do Tesouro, funcionando como proteção. Quando o dólar cai, o ouro costuma subir, ajudando na diversificação de portfólio. Em rallys de ações, o ouro pode recuar, enquanto quedas de risco costumam favorecer o metal.

Do que depende o preço do ouro?

O preço reage a fatores geopolíticos, inflação, política de juros e à força do dólar. Como o ouro é precificado em dólares, um dólar mais forte tende a limitar o ganho do ouro, enquanto dólar mais fraco costuma impulsioná-lo.