O Ouro ultrapassa US$ 4.850 com a reabertura de Hormuz e queda do dólar

O ouro disparou acima de US$ 4.850 nesta sexta-feira, antes do fim de semana, com o XAU/USD avançando mais de 1,5% conforme sinais de distensão no Oriente Médio surgem após a reabertura do Estreito de Hormuz, ajudando a aliviar pressões inflacionárias globais.

Mercado em movimento: petróleo em baixa e dólar em baixa

O recuo da energia ajudou a trajeto global, com o petróleo WTI recuando forte — o WTI caiu mais de 9% e chegou a patamar próximo de US$ 81,74 por barril. Essa queda derrubou a inflação, abrindo espaço para cortes de juros no radar do Fed para o fim de 2026.

Ganchos políticos e geopolíticos continuam influenciando o humor dos investidores. Enquanto autoridades iranianas sinalizam avanços, diferenças com os EUA sobre questões nucleares permanecem, e a manutenção da circulação no estreito pode depender de termos de um cessar-fogo.

O índice do dólar (DXY) recuou para a menor leitura em sete semanas, e o rendimento dos Treasuries de 10 anos cedeu, sinalizando maior apetite por ativos de risco ou por proteção contra a inflação.

Perspectivas para o ouro

Do ponto de vista técnico, o ouro encara resistência em torno de US$ 4.900. Uma confirmação de rompimento poderia abrir caminho para US$ 4.950 e, mais adiante, para a marca de US$ 5.000. Por outro lado, uma correção abaixo de US$ 4.750 indicaria uma pausa com atenção para a média móvel de 100 dias, em torno de US$ 4.699, e um próximo piso próximo de US$ 4.549.