O ouro deve permanecer sob proteção até o próximo ano, segundo o Crédit Agricole, com base em quatro impulsos que ajudaram a sustentar o metal neste ano.
Quatro motores do rali
- Uso do ouro como proteção contra a desvalorização monetária, com investidores buscando proteção contra inflação e preocupações fiscais nos EUA, Japão e Europa
- Demanda por porto seguro, com o ouro ganhando preferência em meio à queda de apelo de ativos tradicionais, como o iene
- Diversificação de bancos centrais, com reservas de ouro aumentando globalmente, especialmente em mercados emergentes, e menor exposição ao dólar (China entre os destaques)
- Riscos geopolíticos, com aumento da instabilidade de políticas e riscos de stagflação em várias grandes economias
Considerando esses fatores, o banco destaca que o ouro deve permanecer suportado, com a expectativa de continuidade do afrouxamento da Fed e da persistência de riscos fiscais e políticos globais. O impulso deve se manter no primeiro semestre do próximo ano, deslocando o foco da demanda física para rendimentos reais e para a perspectiva do dólar.
À medida que as holdings de ouro dos bancos centrais se aproximam de máximas históricas, pode haver limitações na demanda física no futuro próximo.