O ouro faz uma pausa após alcançar o recorde de US$ 3.791 por onça, sinalizando uma fase de consolidação após a escalada recente.
O Fed adota cautela na trajetória de política monetária e o dólar americano permanece mais firme, freando novas altas do metal precioso. Tensões geopolíticas e a expectativa de cortes de juros continuam atuando como amortecedores de queda.
O foco do mercado volta aos próximos dados dos EUA e aos comentários da autoridade monetária, com a ata sobre o índice de preços ao consumo (PCE) em destaque na sexta-feira.
Visão geral técnica
O XAU/USD marcou nova máxima histórica próximo de US$ 3.791 antes de recuar para a zona de consolidação em torno de US$ 3.750, com compradores defendendo esse nível. A estrutura macro continua otimista, mas os indicadores de momentum mostram sinais de exaustão.
No lado negativo, US$ 3.750 atua como pivô imediato, seguido de perto por US$ 3.700. Caso haja quebra abaixo de US$ 3.700, o cenário técnico pode mudar, abrindo espaço para um recuo mais profundo. Por ora, o metal permanece acima das médias móveis de curto e médio prazo, reforçando a tendência de alta.
No topo, a marca de US$ 3.791 e o patamar psicológico de US$ 3.800 permanecem como resistências-chave. Um rompimento sustentado acima dessas linhas poderia confirmar a continuidade da tendência de alta; caso contrário, pode haver uma consolidação antes do próximo movimento direcional.