Ouro permanece estável após uma queda inicial, sustentado por risco geopolítico não resolvido e pela demanda estrutural que o acompanha. Análises indicam momentum diário ainda em viés positivo, com próximos níveis de suporte e resistência atuando como referências, enquanto as entradas de diversificação de bancos centrais seguem acentuadas.
A OCBC prefere entradas em recuos a perseguir altas, mirando movimentos de curto prazo conforme surgem novas notícias sobre cessar-fogo e o sentimento de risco no mercado.
Demanda estrutural e níveis guiam a estratégia
O metal precioso firmou-se após a queda inicial. Com a geopolítica ainda instável, o suporte estrutural permanece intacto. A abordagem recomendada é comprar em recuos, não tentar capturar rallies, já que o humor do mercado reage a manchetes de cessar-fogo e ao sentimento global de risco.
- Suporte próximo: 4.670 (em referência aos 21 e 100 dias móveis, e ao nível de 38,2% do fibo).
- Resistência: 4.850 (aproximadamente o retrato de 50% do recuo de 2026) e 4.915 (médias móveis de 50 dias).
Apesar de a notícia de fim de semana sem acordo ter afetado o humor do mercado, o ouro permanece sustentado por razões estruturais. A demanda de bancos centrais, embora variável mês a mês, continua a refletir esforços de diversificação, reforçando o papel do metal como proteção contra riscos geopolíticos e incertezas políticas dentro de carteiras multidiversificadas.
Portanto, a orientação continua sendo comprar na queda em vez de buscar valor em altas, mantendo o foco em como as negociações de cessar-fogo evoluem e no humor de risco mais amplo para direcionar as operações de curto prazo.