O ouro (XAU/USD) subiu de forma moderada após um recuo contido do dólar durante a sessão asiática, buscando continuidade aos ganhos de sexta-feira que passaram de 2%. O índice do dólar (DXY) ficou próximo da casa dos 100, sem se manter acima dela, recuando de picos vistos no início do mês, o que ajuda o metal precioso a manter o ânimo. Ainda assim, a perspectiva de altas de juros globais pode limitar qualquer valorização expressiva.
Mercados parecem apostar que os bancos centrais adotarão uma postura mais firme, já que o aperto global nas condições financeiras persiste diante de pressões inflacionárias alimentadas por preços de energia elevados. Tensões geopolíticas envolvendo ataques ao Israel e o risco de expansão do conflito com o Irã também pesam, elevando as preocupações com o preço do petróleo e a inflação.
Ontem, a OECD revisou para cima a previsão de inflação nos EUA, estimando um 4,2% no índice de preços ao consumidor, bem acima da estimativa anterior. O cenário ainda aponta para a possibilidade do Fed manter a taxa de juros estável até 2027, embora dados do CME FedWatch indiquem mais de 50% de chance de alta em 2025, o que favorece um viés de alta do dólar. Diante disso, muitos traders preferem esperar por um sinal mais claro de tração de compra antes de apostar em novas altas do XAU/USD.
No aspecto técnico, a resistência fica próxima à média móvel simples de 100 dias, em torno de US$ 4.630, sendo necessário ultrapassar esse patamar para abrir caminho rumo a US$ 4.880, a próxima barreira superior. O suporte inicial fica na mínima recente perto de US$ 4.380, seguido por uma zona de suporte mais baixa em torno de US$ 4.300, caso vendedores ganhem força.
Resumo técnico: o par XAU/USD permanece em uma zona de consolidação, com sinais de queda em alguns indicadores e o RSI ainda na faixa de 30 a 40, sugerindo que a pressão de baixa pode arrefecer, mas ainda não indica uma reversão iminente.