- O ouro continua a subir e atinge novo recorde
- Dados de varejo e produção industrial dos EUA em agosto fortalecem a visão de economia resistente
- Dados de emprego mais fracos ajudam a sustentar um viés dovish do Fed
O preço do ouro avançou na sessão da América do Norte, atingindo US$ 3.703 por onça, antes de recuar para a faixa de US$ 3.689, com leve alta de 0,27%.
Mercado busca pautar o Fed: foco em Powell, SEP e a trajetória das taxas
Apesar de dados positivos, o metal amarelo continua em ascensão, sugerindo que as expectativas de cortes de juros ainda favorecem o ouro enquanto o Fed se prepara para anunciar a política e divulgar o SEP.
Além disso, sinais de progresso nas negociações EUA–China, com Trump indicando reunião com Xi, fornecem suporte adicional ao ouro em meio à incerteza geopolítica.
Resumo diário: Ouro sobe enquanto yields recuam
- As vendas no varejo de agosto aumentaram 0,6% MoM, com a categoria de controle subindo 0,7% MoM, superando projeções.
- A produção industrial também subiu marginalmente em agosto, contrariando expectativas de desaceleração.
- O Senado confirmou a aprovação de um novo membro do Fed, que participará do comitê nas próximas reuniões.
- Mercado manteve o foco na decisão de quarta-feira do Fed, com a precificação de cortes de 0,25 pp já ampla, e apenas alguns até cogitando 0,50 pp.
- Alguns bancos internacionais esperam cortes de 0,25 pp em todas as reuniões deste ano, levando a uma faixa de juros entre 3,50% e 3,75%.
- O índice do dólar (DXY) recuou cerca de 0,74%, sinalizando menor robustez do dólar.
- Os rendimentos de 10 anos permaneceram estáveis, ao redor de 4,03%, com o rendimento real próximo de 1,66%.
Perspectiva técnica: o ouro está próximo de 3.690 e mira recordes
O ouro chegou a US$ 3.703, recuou pouco abaixo de US$ 3.680 e recuperou a região de US$ 3.690; o gráfico aponta continuidade da tendência com potenciais avanços para 3.750–3.800, enquanto o RSI mostra entusiasmo, sinalizando espaço para mais ganhos a curto prazo.
Em contrapartida, uma queda abaixo de US$ 3.650 abriria espaço para testar a mínima de setembro em torno de US$ 3.613; se esse piso ceder, US$ 3.600 fica sob ameaça.