Resumo rápido: Os estrategistas do Rabobank destacam que os preços do Brent aparecem em queda nas telas, mesmo diante do bloqueio dos EUA ao Estreito de Hormuz, aliado às ações do Irã, o que pode provocar uma interrupção prolongada no suprimento. Eles alertam que o abastecimento das refinarias está chegando ao limite, companhias aéreas como a Qantas estão reduzindo voos, e formuladores de políticas estão afrouxando impostos sobre energia para tentar atenuar um choque de oferta que pode acelerar a inflação.
Bloqueio de Hormuz e interrupções nas refinarias
Sim, o bloqueio dos EUA ao Hormuz, agora estendido ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, soma-se ao bloqueio já existente pela parte iraniana — e Trump já deixou claro que não tolerará qualquer navio iraniano que tente contornar as barreiras. Dois petroleiros já desviaram de rota, de acordo com dados de monitoramento.
Além disso, o Irã ameaça fechar portos do Golfo, afirmando que nenhum porto ficará protegido se os seus não o estiverem; a Rússia está retirando quase todo o seu pessoal remanescente da usina nuclear de Bushehr; sensores de minas podem estar em caminho para o Oriente Médio, sinalizando um processo de desminagem capaz de manter Hormuz fechado por semanas; e o próprio secretário de Energia dos EUA alertou que os preços do petróleo tendem a subir até que tráfego significativo seja retomado pelo Estreito.
Isso contrasta com a perspectiva de que as refinarias globais podem ter pouco fluxo de combustível nos próximos dias, apontando para escassez de combustíveis em algumas regiões. Na Austrália, por exemplo, a Qantas está reduzindo voos domésticos.
Além disso, observa-se uma tendência fiscal mundial mais flexível, com afrouxamento de impostos sobre energia na tentativa de amortecer o choque de oferta. Em teoria, essa estratégia costuma ter efeitos adversos se todos a adotarem e se a crise de Hormuz se prolongar.
