O que as guerras mostram: tendem a se desenvolver de formas imprevisíveis

Uma lição da guerra comercial até aqui — infelizmente — é que os EUA vão sair impunes.

Quando a Europa recuou na retaliação e aceitou tarifas dos EUA de 15%, o jogo acabou. Foi o único bloco com poder de compra suficiente para enfrentar os EUA e defender o status quo global.

O melhor cenário possível, aos olhos do mercado, é seguir com esse novo patamar de tarifas dos EUA em torno de 15%.

Hoje pode ter surgido um alerta sobre essa linha de pensamento. O que aprendemos é que o parceiro comercial maior tem enorme alavancagem e os menores costumam ceder. Países e blocos maiores podem começar a usar esse poder, e disputas comerciais podem surgir por toda parte.

Há um relatório de que o Reino Unido está elaborando opções para retaliar as novas tarifas da UE sobre o aço. A UE reduziu cota e impôs tarifas de até 50%. Além disso, o Reino Unido avalia elevar suas próprias barreiras ao aço.

Isso é particularmente intrigante, já que o Reino Unido deixou a UE e agora diz que isso vai contra o “espírito” da cúpula Reino Unido–UE em Londres.

Não está claro como tudo vai terminar, mas a arma das tarifas já está em uso em vários lugares, o que pode levar a episódios que se retroalimentam e pesam no crescimento global.