NZD/USD se recupera levemente da mínima diária, mantendo o patamar acima de 0,5800 com dólar mais firme

Panorama do dia

O par NZD/USD abriu com uma queda ao início da nova semana de negociação, em reação ao fim de semana de negociações entre EUA e Irã que não chegaram a um acordo.

Durante a sessão asiática, o câmbio ficou próximo de 0,5800, com o dólar americano mais firme e pressionando o NZD.

As negociações de alto nível entre Washington e Teerã terminaram sem avanço, apesar de quase 21 horas de conversas mediadas pelo Paquistão. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou ter apresentado a oferta final e mais favorável, mas Teerã rejeitou as condições, resultando em impasse. Além disso, o presidente americano, Donald Trump, disse no domingo que a Marinha começaria a bloquear o Estreito de Hormuz, aumentando o risco de uma trégua frágil. Isso eleva o pessimismo de risco global e sustenta o dólar, pressionando o NZD/USD.

No front macro, notícias recentes elevam o risco de uma escalada no Médio Oriente e alimentam preocupações com uma possível crise energética global, provocando forte alta nos preços do petróleo e reacendendo temores de inflação. Dados divulgados na sexta-feira mostraram que a inflação dos EUA subiu em março pelo maior patamar em quase quatro anos, reforçando expectativas de uma postura mais hawkish do Federal Reserve (Fed). A perspectiva continua a favorecer um novo rali nos rendimentos de Treasuries, o que confere suporte ao dólar.

Segundo o The Wall Street Journal, países da região trabalham para trazer EUA e Irã de volta à mesa de negociações nos próximos dias, mantendo a porta aberta para mais diplomacia. Mesmo assim, o quadro fundamental parece favorecer traders mais pessimistas, sugerindo que qualquer recuperação será vendida. Assim, é prudente aguardar confirmação de forte compra antes de posicionar-se para a retomada da recente recuperação do NZD/USD desde a mínima do ano.

Notas: dados de preços de moedas e índices ajudam a entender o cenário, mas não garantem movimentos futuros. A dinâmica entre moedas continua sensível a notícias sobre conflitos, energia e política monetária.