O par NZD/USD registrou ganhos moderados nesta segunda-feira, estabelecendo-se próximo a 0.5905, embora tenha encontrado resistência logo abaixo da zona de 0.5925. O par tem operado no limite superior de um range de curto prazo, com o momentum perdendo força próximo à marca de 0.5900, enquanto os compradores lutam para estender a recuperação iniciada na mínima de abril em 0.5680.
Inflação na Nova Zelândia pressiona o RBNZ
Do lado do dólar neozelandês (Kiwi), o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do primeiro trimestre veio mais quente do que o esperado. Esse resultado elevou as probabilidades de um aumento na taxa de juros pelo Reserve Bank of New Zealand (RBNZ) na reunião de maio para cerca de 60%, com um movimento em julho já totalmente precificado pelo mercado.
Fatores externos, como o bloqueio no Estreito de Ormuz, estão impactando os custos de energia importada. Autoridades monetárias preveem que as pressões inflacionárias se intensifiquem no segundo trimestre. O foco doméstico agora se volta para o discurso da vice-governadora do RBNZ, Karen Breman, na quarta-feira, e os dados de confiança do consumidor na quinta-feira.
Expectativas para o Fed e dados dos EUA
Quanto ao dólar americano, o FOMC deve manter a fed funds rate no intervalo de 3,50% a 3,75% nesta quarta-feira. Esta será a última reunião de Jerome Powell antes do fim de seu mandato como presidente em 15 de maio. Sem a divulgação do Resumo de Projeções Econômicas (SEP) nesta reunião, as atenções estarão voltadas para o comunicado e a coletiva de imprensa.
A agenda dos EUA segue carregada com a divulgação da primeira leitura do PIB do 1º trimestre e o Core PCE (índice de preços preferido do Fed) na quinta-feira, seguidos pelo PMI de Manufatura do ISM na sexta-feira. Além dos dados macroeconômicos, o sentimento de risco continua influenciado pela geopolítica no Oriente Médio e pela nomeação de Kevin Warsh como sucessor de Powell.
