Nagel do BCE: mais cortes de juros podem colocar em risco a estabilidade de preços

Resumo da decisão: o BCE manteve as taxas inalteradas na reunião de ontem.

Em reação ao resultado, várias autoridades destacaram leituras distintas sobre o impacto da decisão e o caminho da política monetária.

Comentários no dia seguinte

  • Rehn: alertou que os riscos de inflação permanecem, especialmente por causa da energia mais barata e de um euro mais forte, e disse que não deve ser subestimado o risco de inflação abaixo da meta, lembrando que as projeções para 2026 apontam para 1,7% ao ano, abaixo das expectativas e da meta de 2%.
  • Kocher: observou que a inflação na Áustria continua bem acima da média da zona do euro. Disse que as perspectivas de crescimento e inflação mudaram pouco desde a reunião e que a política seguirá sendo decidida reunião a reunião, conforme o cenário de riscos evolua; ressaltou que, globalmente, os riscos estão equilibrados.
  • Muller: afirmou que as taxas estão no nível apropriado no momento, demonstrando conforto com a postura atual da política.
  • Kazaks: argumentou que os riscos permanecem elevados, defendendo uma abordagem por reunião e descrevendo a reunião de dezembro como “rica”, insinuando discussões ou decisões importantes no horizonte.
  • Villeroy: abriu a porta para outro corte em encontros futuros, observando que os riscos de alta para a inflação são menos preocupantes do que os de baixa. Também disse que a França pode e deve lidar com seus problemas orçamentários.
  • Simkus: reiterou que a inflação estabilizou-se em torno da meta, o mercado de trabalho está em boa forma e a atividade econômica está mais forte do que anteriormente observado, embora os riscos inflacionários permaneçam significativamente elevados.