Mercados emergentes mostram resiliência diante de preços de petróleo elevados e de um dólar mais forte, sustentados por políticas públicas mais sólidas e pela exposição diversificada de economias. O relatório aponta rendimentos reais atrativos, posições fiscais firmes e inflação ancorada, sugerindo que ativos de EM são componentes de alta qualidade em portfólios globais.
Ativos de EM mostram resiliência estrutural
Os mercados emergentes Demonstraram resistência notável aos dois choques — o aumento dos preços do petróleo e a valorização do dólar — uma combinação que antes acarretava estresse generalizado.
Em comparação com a era anterior à crise financeira global, as economias emergentes absorvem o estresse muito melhor hoje. Saídas de capital são contidas, a fraqueza cambial se traduz em inflação menor e o impacto sobre o crescimento tende a ser menor.
Enquanto isso, os rendimentos reais em muitos EMs permanecem atrativos em relação aos mercados desenvolvidos e as posições fiscais, de modo geral, se fortalecem. Junto com maior credibilidade das autoridades monetárias, isso ajuda a ancorar as expectativas de inflação quando as condições externas ficam voláteis.
A divergência entre países é parte importante da narrativa. Exportadores de commodities como o Brasil e a Colômbia têm se beneficiado com o aumento dos preços do petróleo.
A Índia, embora seja uma grande importadora de energia, também desfruta de uma trajetória de crescimento estrutural muito forte a longo prazo.
