Mercados asiáticos recuam com Japão e Coreia do Sul entre as maiores quedas
As ações da Ásia caíram nesta quarta-feira, com Japão e Coreia do Sul registrando as maiores perdas em mais de seis meses, à medida que investidores reequilibram carteiras diante de avaliações elevadas e preocupações com o ritmo da política monetária.
Em Tóquio, o índice Topix sofreu recuos expressivos, liderado por ações de tecnologia. O SoftBank Group caiu até 14%, marcando a queda mais acentuada desde agosto de 2024 e pesando no humor do mercado. As ações japonesas terminaram o pregão com a maior desvalorização em mais de meia ano.
Em Seul, o Kospi recuou abaixo de 4.000 pontos, com grandes quedas em Samsung Electronics e SK Hynix. O recuo veio acompanhando uma ampla pressão de avaliação e atingiu companhias que vinham se destacando recentemente em setores de defesa e construção naval, ampliando a queda de dois dias para cerca de 7% — a pior desde agosto de 2024.
O won sul-coreano caiu 0,6% frente ao dólar, alcançando o menor nível desde abril, com investidores estrangeiros saindo das ações locais. Os futuros do Kospi 200 recuaram mais de 5%, provocando uma interrupção de negociação por volatilidade em determinado momento do pregão.
Observadores apontaram fatores de curto prazo:
- pausa possível no rali recente do mercado de ações
- movimento de alta que dominou por algum tempo pode estar cedendo a um ambiente de maior aversão ao risco
- eventual sinal de que o Fed pode revisar o caminho para políticas menos restritivas
- a correção já era esperada por analistas
Além disso, analistas de outras casas destacaram lucros realizados, incerteza sobre o governo dos EUA e a possibilidade de rendimentos mais altos com a reabertura, o que tende a pressionar ações sensíveis a crescimento e juros, especialmente no setor de tecnologia.