A dupla GBP/USD enfrenta pressão na sessão asiática desta quinta-feira, recuando da máxima da semana, atingida próximo de 1,3345 na véspera. Os preços à vista caem para a faixa central de aproximadamente 1,3200 após os comentários do presidente dos EUA, sinalizando uma pausa na recuperação iniciada dois dias antes, desde uma mínima de quatro meses.
Ao se dirigir ao país, Trump reiterou o prazo de 2-3 semanas. Ele também ameaçou atingir a infraestrutura energética do Irã se não houver acordo. Trump acrescentou que as negociações com o Irã estão progredindo, porém Teerã repudiou a afirmação rapidamente. Além disso, relatos indicam que os Emirados Árabes Unidos estariam pressionando por ações militares para reabrir o Estreito de Hormuz, aumentando as tensões no Oriente Médio.
Os desdobramentos recentes impulsionam uma elevação rápida nos preços do petróleo, reacendendo temores inflacionários e fortalecendo apostas em um aperto de juros pelo Federal Reserve (Fed). Além disso, uma nova onda de aversão ao risco global costuma favorecer o dólar (USD), que volta a ganhar fôlego após uma queda de dois dias, colocando pressão adicional sobre o par GBP/USD.
Paralelamente, a economia britânica segue vulnerável a choques de preços de energia ligados ao conflito no Irã. O sinal de política mais hawkish do Banco da Inglaterra (BoE) sobre uma possível alta de juros já em abril, ante as preocupações inflacionárias, aumenta os riscos de downside para a economia. Isso consolida a fraqueza da GBP e sustenta a trajetória de queda do GBP/USD nas últimas semanas.
Em resumo, o cenário global de maior aversão ao risco e a incerteza geopolítica continuam a moldar o câmbio entre a libra e o dólar, com o USD ganhando terreno frente a várias moedas.