ISM de Manufatura dos EUA em agosto fica em 48,7, abaixo do esperado de 49,0
O índice ficou em 48,7, sugerindo contração do setor de manufatura nos EUA em agosto, frente à expectativa de 49,0. Abaixo seguem os componentes revisados:
- Desempenho anterior: o indicador de atividade anterior ficou em 48,0.
- Custos pagos: 63,7, ante expectativa de 65,3 (64,8 anterior).
- Emprego: 43,8, frente à previsão de 44,5 (anterior 43,4).
- Novas encomendas: 51,4, frente a 47,1 no período anterior.
- Importações: 46,0, ante 47,6 anteriormente.
- Produção: 47,8, frente a 51,4 no mês anterior.
Comentários do relatório
- Tarifas de importação sobre o Brasil, associadas ao fim da cota de açúcar especial, elevam bastante o custo do açúcar de cana orgânico certificado e de itens feitos com ele.
- As encomendas caíram na maioria das linhas de produtos; as projeções para o restante de 2025 foram revistas para baixo devido à incerteza sobre tarifas e a economia global.
- Tarifas continuam instáveis, com sobretaxas entre 2,6% e 50%.
- Tarifas prejudicam o planejamento e a programação. O custo de desenvolver novos produtos aumenta com tarifas inesperadas — por exemplo, 50% sobre importações da Índia — e aumentos para outros países acima de 10%. Custos de materiais sobem, levando a revisões de preço para manter margens. Planos de trazer produção de volta aos EUA são mais desafiados por custos elevados.
- O setor de construção permanece em patamar baixo. Com pouca atividade, as vendas enfrentam pressão e há maior peso de itens substitutos. O custo das mercadorias vendidas sobe por tarifas.
- Vendas domésticas permanecem planas, mas caem em cerca de 4% frente ao plano; demanda externa recua à medida que clientes não aceitam tarifas, possivelmente exigindo transferências de produção. Entregas de fornecedores seguem estáveis, com queda nos custos de frete oceânico. Os custos de tarifas têm maior impacto financeiro, além de aumentos em cobre e aço.
- A indústria de transportes continua a encolher. O estoque em atraso diminui enquanto clientes adiam compras de novos equipamentos. A atual conjuntura tarifária é citada como principal fator, com a economia em estagflação: preços sobem por tarifas de materiais, mas o volume cai.
- O mercado interno permanece incerto, com construção e reformas residenciais menos ativas. A inflação reduz o poder de compra, e mercados internacionais sofrem com a imprevisibilidade das tarifas.
- Já implementamos o segundo reajuste de preço. “Made in the USA” ficou mais difícil por tarifas sobre muitos componentes. O total de aumentos de preço chega a 24%, sem melhorar a margem. Em dois ciclos de demissões, cerca de 15% da força de trabalho nos EUA foi dispensada, com cortes em cargos altos e qualificados. A meta de manter empregos qualificados no país esbarra na falta de estabilidade comercial e econômica, levando ao congelamento de investimentos e contratações. A sobrevivência prevalece.
- Ainda existe incerteza no mercado de construção. Grandes expansões ou investimentos são dificultados pela incerteza de custos e da economia. Mercados podem se mostrar fortes no curto prazo, mas há uma sensação subjacente de incerteza.
- Não há muito otimismo nesses relatos, mas o aumento de novas encomendas traz algum alívio. Houve também candentes compras de queda nos mercados de ações dos EUA.
Este é um resumo reformulado dos dados oficiais de agosto.