Resumo dos mercados cambiais europeus da investingLive: a inflação no Reino Unido recua pouco antes da decisão do BoE

Resumo rápido: os mercados cambiais europeus reagiram de forma mista, com o dólar entre os líderes de ganho e a libra sob pressão após dados de inflação no Reino Unido surpreenderem pela fraqueza, abrindo espaço para cortes de juros do BoE no curto prazo. O petróleo e o ouro mostraram ganhos modestos, enquanto as ações da região buscaram suporte nas expectativas de política monetária mais flexível.

Principais destaques: o CPI de novembro no Reino Unido ficou em 3,2% ao ano, abaixo da leitura esperada de 3,5%, com desaceleração nos preços de alimentos e de bens de núcleo, mas inflação de serviços permaneceu acima de 4%, mantendo o foco do BoE nos próximos meses. Consequentemente, o mercado precificou um corte de 25 pontos-base já para amanhã, com possibilidade de novo ajuste ao longo do próximo ano. Antes da divulgação, o corte projetado para julho de 2026 foi adiantado para abril de 2026, mantendo a leitura de cerca de 69 pontos-base de cortes para o fim do próximo ano, próximos dos 67 pontos-base anteriores aos dados.

Mercados de câmbio: o GBP/USD caiu de 1,3370 para 1,3311, recuperando para cerca de 1,3337 no momento. O FTSE 100 britânico apresentou alta por cerca de 1,5% no intraday. O dólar manteve força generalizada entre as moedas principais; EUR/USD caiu 0,3% para 1,1715, operando entre níveis de expiração de opções ao redor de 1,1700 e 1,1750. USD/JPY avançou cerca de 0,5% para 155,50, após uma recuperação desde a zona abaixo de 155,0. Nos índices europeus, DAX ficou quase estável e CAC 40 caiu 0,1%, com futuros de S&P 500 subindo moderadamente.

Commodities: a prata mantém-se em alta, buscando testar o patamar de 66, o ouro também se mantendo próximo de níveis elevados, com o metal a 4.317,33 dólares. Bitcoin recuou 0,9% para 87.040 dólares, refletindo a sensibilidade aos movimentos de risco no cenário global.

Observação: o foco permanece nas próximas diretrizes do BoE e nas repercussões de dados de inflação da Eurozona, Japão e outras grandes economias, que podem influenciar o tom da política monetária e as trajetórias de precificação nos mercados nos próximos dias.