Resumo rápido: As ações da Ásia-Pacífico sofreram perdas expressivas, impulsionadas por uma rodada de venda na tecnologia e pela busca por proteção, enquanto o iene e o franco ganharam valor como ativos de refúgio.
Desempenho por região
- Japão: o Nikkei-225 caiu abaixo de 50.000 pontos; o Topix liderou as perdas; a SoftBank Group recuou até 14%, a maior queda desde agosto de 2024.
- Coreia do Sul: o Kospi caiu até 4,8%, com Samsung Electronics e SK Hynix arrastando o índice; o won enfraqueceu cerca de 0,6%, e o índice quebrou abaixo de 4.000.
- Commodities: o cobre recuou pelo quinto dia; o AUD, CAD e NZD recuaram, e houve demanda por ativos de refúgio, como o JPY e o CHF.
Atualizações de política e dados
Mais tarde, a China anunciou a suspensão de tarifas americanas em 24% por um ano, mantendo 10% para certos imports dos EUA por mais um ano a partir de 10 de novembro.
No âmbito da América do Norte, o Canadá divulgou um déficit maior e projetou uma dívida em relação ao PIB acima de 43%, com déficits de 78,3 bilhões de dólares para 2025/26 e 65,4 bilhões para 2026/27, pesando modestamente o dólar canadense.
O mercado de petróleo mostrou um grande aumento de estoque privado, com um ganho de 6,5 milhões de barris, bem acima das expectativas.
Na Nova Zelândia, o desemprego subiu para 5,3% no terceiro trimestre, com a participação da força de trabalho caindo; salários subiram 0,5% na leitura trimestral, pressionando o dólar neozelandês.
No Japão, as atas da reunião de setembro do BOJ mostraram cautela em normalizar a política, com a avaliação de que as taxas reais continuam baixas e com cautela sobre tarifas e comércio global.
O relato sobre o franco ganhou impulso após sinais de progresso em negociações comerciais com autoridades suíças, indicando potencial alívio nas tensões tarifárias.
Na China, o PMI de serviços ficou em 52,6 em outubro, sinalizando expansão acima do esperado, apesar de pressões de custos e demanda interna mais fraca.