Os mercados reagiram de forma contida às falas de dirigentes do Fed, que sinalizaram cautela com cortes adicionais devido aos riscos de inflação. Hammack afirmou que a inflação continua sendo um problema maior do que as vagas de emprego, e Musalem disse que há espaço limitado para mais alívio monetário. Barkin adotou uma visão mais neutra, enquanto Miran defende cortes rápidos no curto prazo, chegando a sugerir 200 pontos-base de alívio.
As falas do Fed tiveram impacto limitado nos mercados, com futuros de ações apontando uma queda de 0,4% no início, antes de reverter para registrar novos recordes, com o S&P 500 subindo 0,4% e o Nasdaq 0,6%. A Nvidia ajudou ao anunciar um investimento de US$ 100 bilhões na OpenAI. O mercado de ações continua apostando fortemente em IA, e fica fácil entender o entusiasmo diante das últimas inovações. Contudo, é cedo para dizer se os retornos vão justificar os investimentos sem precedentes.
O ouro teve forte alta, atingindo um novo patamar com demanda estável na América do Norte. A combinação de gastos fiscais descontrolados e volatilidade política atua como impulso para o metal precioso.
O Bitcoin não conseguiu reverter a queda anterior, apesar do humor de risco positivo. A correlação entre Bitcoin e Nasdaq rompeu neste mês, com o Bitcoin estável nas últimas semanas e o Nasdaq subindo mais de 10%.
No câmbio, o euro ganhou terreno, subindo até 1,1800, recuperando parte da queda de três dias no fim de semana. O dólar canadense seguiu na direção oposta, em parte por Carney ter destacado a divergência com os EUA, embora possa ter sido em grande parte fluxo de mercado. O PPI do Canadá veio mais forte, com alta de +0,5% em agosto, acima do +0,2% previsto, o que pode complicar a política do BoC.
